domingo, 29 de agosto de 2010

Se eu quisesse dizia que é um fim. Ou um meio pelo qual tu és o fim. Uma figura cosida nos pulsos, como se a tua imagem fosse um suicídio que se repete em cada gesto. Porque tudo se repete, a cada momento, como se nascesses de novo de uma metáfora antiga_ a morte é a inteira desilusão do corpo.




terça-feira, 6 de janeiro de 2009

.
.
.
..
.
.
.
.
.
.


vamos partir na primavera e deixar forjado aqui. um caminho é também uma espera, tão longe. levamos terra e um pouco da nossa voz, a água que sair do corpo será um rio a pernoitar sempre.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

sábado, 3 de janeiro de 2009

.
.
.
.
.
.
.
.
.

.
.
.
.
.
.



Photobucket






.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.


[bruce nauman]
.
.
.
..
.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

.
.
.
.
.



.

.

.

.

Prefácio

.

[...]

Vou escrever um livro com a palma das mãos da minha inocência, vais ver, um mapa dos dias ímpares em que marcamos a nossa morte. O segredo é cartografar todas as fronteiras do nosso abandono como bibliotecários anónimos dessa paixão e fazer disso um país catalogado por nós.

[...]

.

.

.

.

.

.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Photobucket

a change will do me good

Photobucket

Photobucket

Photobucket


[eugenio recuenco]

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

.
.

,
.
.
.

silent short movies I
.
.
.
.
.
.
Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket
.
.
.
.
.
.

[todo sobre mi madre, pedro almodovar]
.
.
.
.
.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

.
.
.
.
.
Mário Cesariny - Se eu acredito no amor, eu nunca acreditei muito na chamada alma gémea, porque a minha alma gémea tinha de ser muito diferente de mim, sabes? Porque de poesia e filosofia e literatura e outras merdas já eu estou cheio dos pés à cabeça. Nesse aspecto eu era um pouco à grega, alguém jovem, talvez, alguém mais inocente, alguém que tivesse a pureza do mar, a pureza e a tempestade, às vezes também.

Photobucket

.

.

.

.

.

domingo, 7 de dezembro de 2008

.
.
.
.
.
Photobucket



.
.
.
.

Photobucket


.


.
.
.
.
.



.
.
.
.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

.
.
.
.
.
Pois, tu sabias. Sempre foi como tu sabias. Havia esse espaco, a distância entre o nascimento e a morte do que ocupas, uma terra plana. E eu ali, com a mão a pôr-se vermelha e quieta no lado estreito da minha sombra, num dia qualquer que termina. Tu sabias. Dezembro era um país habitado de muitos meses e os dias tão escuros como os nossos erros, a faltar-nos mais um ano. Depois as horas. Antes do tempo. Tu sabias.
.
.
.
.
.
.
.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

.
.
.
.
.
.
não precisas de um sinónimo porque as palavras são caras na despesa do coração. ou antes, se te explico, agarro um cigarro com a doçura da noite presa à boca e gasto todos os livros. nunca expliquei coisa alguma sem ser nos livros ou no avesso da história dos teus braços.
.
.
.
.
.
.
.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

.
.
.
.
.
.
.
chega-te para lá ou
que me doem as noites em que os teus braços
se ausentam e
as tuas pernas se esquivam à portagem
do amor
.
.
aqui é o meu sono
e a minha sede
a cabeceira


.

.
.
.
.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

.
.
.
.
.
.
se do fundo da garganta aos dentes a areia do teu nome,
se riscasse com a abrasadura, se
em cima e em baixo mexido às escuras,
o forno com a mão a ver se ela podia
que uma púrpura em flor fosse até ao coração,
unhas e tudo,
que estremecesse, não por dito mas sabido
contra ti, e por artes
antigas trazer o ar, fazer uma
iluminação:
mudar o mundo para que o nome coubesse,
vivaz, tocado, fértil,
houvesse um dom inseparável, música, verbo:
se eu pudesse, se a terra
se atrasasse,
se pudesse em amarga língua portuguesa com o teu nome em qualquer
parte,
para eu mesmo riscar contra ti,
raiar contra ti,sob
serapilheiras de sangue
.
.
.
herberto helder
A faca não corta o fogo
assírio & alvim
2008
.
.
.
.
.
.
.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

.
.
.
Queria escrever disto uma crónica,
começar,
isto é uma crónica sobre.
Ou ainda.
Queria uma crónica sobre o silêncio que descrevesse
como o silêncio actua na impressão crónica,
disto.
Ou seja,
isto é um acto contínuo na ausência das palavras,
assim como ou sobretudo,
uma dor.

Podia ser assim,
ao doer-me aqui, isto,
eu seguro a lâmina e faço um corte,
dia dezoito de Novembro.
E então escreveria como eu vejo a ortografia do corpo:
o sangue estancou às vinte e três horas
da palavra dor ou
no meu grito.

Isto seria descritivo.


[E então crónica seria tão palpável como chão,
casa ou
mesa
e ao tocar-lhe
qualquer coisa fraca como um batimento ou
o lado ventríloquo do coração.
Mas não,
isto ou não sei dizer como,
torna-se antes um poema,
ainda,
uma pele.
E a pele vem por cima do coração
como a pele vem pela voz ou
pelo poema chega-se
à primeira intimidade
que é toda pele e voz tocada por dentro.

Isto seria destrutivo.]
.
.
.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

.
.
.
.
.
.
.
a tristeza é um lugar ocupado de
pequenas banalidades
que actuam ao abrir da porta e
ao chegar
.
é preciso dizer boa noite
ao interruptor das escadas
para tropeçar na casa aberta de
alguém
.
a tristeza é o sítio onde
somos reconhecidos
à esquerda deste rés-do-chão
um andar abaixo da nossa identidade
.
é preciso fingir esta morada e
ter um nome,
é preciso que nos enderecem a leitura
da água derramada neste silêncio
.
.
.
.
.
.
.
.

domingo, 16 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

.
.
.
.
.
[antes de entrares]
.
lembrei-me que o corpo
é um gesto magnífico na explicação do amor,
quando actua.

*

O fundo da tua roupa interior. O teu interior.
Lembro-me,

Chegaste tarde e eu à espera no corredor. A luz cheia no
quarto, o teu lado esquerdo da cama.

*

Penso em períodos de tempo, tu és a madrugada.
São 4 horas, dizes,
gosto das horas pares, são como as mãos.


*

Depois há o silêncio.


*

[antes de saíres]
.
deixo a minha mão no rodapé do teu corpo
com uma nota interpretativa:
não há virgindade alguma no seio da nossa dor.
.
[apenas medo]
.
.
.
.

.
.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

.
.
.
.
.
No regresso, a tarde começou a secar. Tornou-se intensa e brilhante. Uma barcaça coberta de tela asfáltica descia o rio espesso e imóvel. De uma casa meio destruída saiu uma criança a gritar que tinha encontrado o mar dentro de uma concha. O padre Ángel aproximou a concha do ouvido. Com efeito, ali estava o mar.
.
.
.
.
.

Photobucket

.
.
.
.
.
a hora má: o veneno da madrugada,
gabriel garcia márquez.
.
.
.
.
.
.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

.
.
.
.
.

julie blackmon [foto de julie blackmon]
.

.
.
.

.
É quando a casa está escura que surgem os retratos:

os retratos são coisas postas em cima da mesa
como o pão e a fome
dentro da boca.
Coisas deixadas assim ontem,
um copo chegado ao sopro do rosto,
os analgésicos espalhados nos olhos.

Olha tu, por exemplo:

Estás aqui durante a casa toda,
à noite que se atravessa na minha entrada.
Também na minha boca.
O teu retrato é uma evidência suja no tapete da porta,
um rastilho de insónias até à cama pisada,
lama.

Pois,
a casa ocupada, tu ocupando os sítios
onde a casa nunca é limpa:
Os retratos estão sempre nos sítios da casa mais fechados,
mais ao pó.

.
.
.
.
.
.
.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

.
.
.
.
.
Ele a dizer,
perdes a mão ao não ir tão longe como chegam os outros que aqui tocam.

Há quem venha na pontuação de um clima claro e luminoso
quando as palavras se encostam na expressão das noites
e diga,
o teu rosto é a primeira hora da manhã.

Então é,
dizes,
a nudez é um processo de alvorada no silêncio da tua fisionomia.

Entretanto é tarde
ou não?

.
.
.
.
.
.
.

exílios

A minha Lista de blogues

  • O CEO da Vaticano S.A. é um fofo, não é?... "Pope rejects resignation of French cardinal *convicted* of abuse cover-up"
    Há 6 horas
  • Ele trabalha à sombra, arrastando uma enxada à volta de um canteiro de lírios enquanto ela beberrica com o coração desfeito, desejando ser uma rã aferra...
    Há 16 horas
  • Por vezes, a publicidade sabe evitar o tratamento paternalista do consumidor, celebrando, antes de tudo o mais, a exuberância das formas. E a mais insólit...
    Há 19 horas
  • A Limão de 2013/2014 por vezes não concorda com a Limão de 2018/2019, e vice-versa. Senão vejamos: *The Man Who Shot Liberty Valance*: 2013/2014 – 4 estre...
    Há 1 dia
  • Estive a ver imagens da cidade da Beira após a passagem do Idai, o ciclone que atravessou o Malawi, o Zimbabwe (antiga Rodésia do Sul) e a província de S...
    Há 1 dia
  • melancolia zündapp# lxxi. o amor é um lugar óbvio. apenas a fuga daí - através da morte, quando necessário - salva. Edgar da Virgínia.
    Há 1 dia
  • Leonid Afremov é um pintor bielorrusso moderno que atualmente reside na Flórida. Sua técnica artística envolve espátulas, tinta a óleo, cores vibrantes e...
    Há 2 dias
  • (abre as imagens noutro separador para as ampliares) Clica aqui para leres a versão integral
    Há 1 semana
  • *[outros melros LXXI]* *LUÍS FILIPE PARRADO* *UM MELRO NO TEMPO* Negro, anónimo, bravio, demora-se por uns segundos apenas (em voo é mais difícil de cap...
    Há 2 semanas
  • Houve grande burburinho por causa da nomeação do portalegrense João Miguel Tavares como presidente da comissão organizadora do próximo 10 de Junho; a ind...
    Há 1 mês
  • [image: Stan_Lee.jpg] A memória é uma coisa estranha. Stan Lee morreu anteontem e eu, como tanta gente, apressei-me a anunciar e a lamentar o facto no Fa...
    Há 4 meses
  • *A propósito de grandes épocas, vem-me à lembrança uma frase, que aliás o senhor conhece: * *a história dá lições, mas não tem alunos.* Ingeborg Bachmann ...
    Há 5 meses
  • O português é sofrível, mas quer aprender programação neurolinguística. Chumbou a história, mas prega a dieta paleo. Não pratica exercício, mas cura-se c...
    Há 6 meses
  • André Dias, «A sobrevivência da abjecção | The Survival of Abjection», in *Electra* 2: Estupidez | Stupidity, ed. António Guerreiro, Fundação EDP, Lisbo...
    Há 8 meses
  • Autoras como Margaret Atwood, Mary Beard, Naomi Klein ou Jeanette Winterson dizem que livros as fizeram ser feministas. Depoimentos a reter.
    Há 1 ano
  • daniel faria (1998)
    Há 1 ano
  • Helena Feital* *Depois da visita à Fundação José Saramago* Sentia-me como num palco vazio de emoções. Como começar ao fim de tanto tempo? E de...
    Há 1 ano
  • – Entrevista com José Maria Vieira Mendes, a propósito da edição simultânea de Uma Coisa e Uma Coisa Não É Outra Coisa (Cotovia), por Cristina Peres – Os P...
    Há 2 anos
  • teste. ...
    Há 2 anos
  • Jean Paul, retratado por Heinrich Pfenniger, 1797-1798.
    Há 2 anos
  • (clique na imagem para a aumentar)
    Há 3 anos
  • 日本では、労働安全衛生法という法律によって、事業主や医療保険者、自治体が定期的に健診(健康診断)を実施するように義務付けており、これによりすべての人が、無料もしくは一部自己負担で健診を受診できるようになっています。40歳未満のお勤めの方が受けるのが、一般健康診断(職域健診)で、定期健診や雇入時健診などが該当し...
    Há 3 anos
  • Já está disponível, desde ontem o meu livro, *Em Português, Se Faz Favor*.
    Há 3 anos
  • "Uma Década Queer" Este blogue tem estado parado desde que comecei a trabalhar num outro, Persona Grata, lançado em Março de 2015. Ao mesmo tempo, estive o...
    Há 3 anos
  • https://kitchenghosts.carbonmade.com/
    Há 3 anos
  • demasiado depressa o silêncio de braços inertes não consigo alcançar-te ou olhar-te sequer nem colher a tempo tudo o que devia (tudo o que julgo que dev...
    Há 3 anos
  • http://www.homedesignv.com/inspiring-pictures-of-wall-decorations-for-living-rooms http://www.homedesignv.com/retro-kitchen-table-sets-picture-ideas http://w...
    Há 4 anos
  • a ser vivido em directo no facebook e que me levou às boas-vindas deste blog no longínquo ano de 2006 e o eterno desejo do regresso à bloggagem boas tardes ...
    Há 4 anos
  • «Tu és como o Morrisey, *depois* dos Smiths», disse-me ele num bar qualquer da Bica. Foi há muito tempo. E esta manhã, sem que eu saiba explicar porquê, a ...
    Há 4 anos
  • Há quase um ano, entrei neste lugar escuro para abrir as janelas de par em par, fazendo promessas que obviamente não saberia cumprir, mas fazendo-as ainda ...
    Há 5 anos
  • Há 5 anos
  • mesmo que faça frio não aproximes do fogo um coração de neve a papoila e o monge josé tolentino de mendonça
    Há 5 anos
  • *CARTA AO FILHO* filho, já não há sangue do meu correndo nas tuas veias, há uma humidade opaca nesta ferida, sinto-me um sopro enchendo a fissura da ro...
    Há 5 anos
  • *«Por pura preguiça de criar um novo.»*
    Há 6 anos
  • A MENSAGEM FOTOGRÁFICA* Roland Barthes A fotografia de imprensa é uma mensagem. O conjunto desta mensagem é constituído por uma fonte...
    Há 6 anos
  • Advent - the first Roman Catholic holiday of the year (Advent - coming from the Latin). Advent is the Advent, which are associated with many rituals and cu...
    Há 7 anos
  • junho nunca se aprende apenas surge e desenha o sol que novembro apaga e contudo desceste a vida de novo para morrer no papel
    Há 7 anos
  • «Potentia scriptoris perfecti in arte sua cum non scripserit», Avicena.
    Há 7 anos
  • LUZ NUM CÉU DE DIAMANTES quando as ruas das cidades dormitório se esvaziam, os velhos tomam conta das crianças pequeninas e contam-lhes, baixinho, uma his...
    Há 7 anos
  • «Caminhava eu com dois amigos pela estrada, então o sol pôs-se; de repente, o céu tornou-se vermelho como o sangue. Parei, apoiei-me no muro, inexplicavelm...
    Há 8 anos
  • *Carnac**fragmentos* 1 Mar à beira do nada, Que se mistura ao nada, Para melhor saber o céu, As praias, os rochedos, Para melhor os receber. 2 ...
    Há 8 anos
  • There is always something left to love [image: Photobucket] *Gabriel Garcia Marquez*
    Há 8 anos
  • A partir de agora aqui. Ainda sem links e outras mariquices, mas já com a maior assiduidade que desejo. Aqui, portanto. Aqui.
    Há 8 anos
  • "suponho que as pessoas, à força de se gastarem tanto a si e aos outros pelas palavras, são pelo menos coerentes ao reconhecerem sabedoria numa língua ca...
    Há 8 anos
  • *owen pallett*, por *they shoot music*
    Há 9 anos
  • A «coisa» chamada Os Livros Ardem Mal – um encontro mensal no Teatro Académico de Gil Vicente e este blogue – recebeu um dos Prémios LER/Booktailors: o Pré...
    Há 9 anos
  • Robert & Shana Parkeharrison *se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,* *escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.* *nã...
    Há 9 anos
  • *http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/*
    Há 9 anos
  • 'Agora tenho medo.' dizia. Tremia como a asa fria de um pássaro; pousava devagar no poleiro, vinha cheio de sombra e entrava nos quartos com uma humidade a...
    Há 9 anos
  • um cravo é um cravo mas um cravo atravessado nas mãos do meu Pai é uma revolução
    Há 9 anos
  • apagar versus ajuntar Ao invés de apagar os vários blogs "pessoais" que tenho tido ao longo destes tempos blogosféricos, resolvi utilizar a ferramenta de ...
    Há 10 anos
  • *há vontade* *à vontade*
    Há 10 anos
  • [image: Photobucket] Novos Sítios / New Places --------------------------- In Photo Mode SoundScapes
    Há 10 anos

Etiquetas