Se eu quisesse dizia que é um fim. Ou um meio pelo qual tu és o fim. Uma figura cosida nos pulsos, como se a tua imagem fosse um suicídio que se repete em cada gesto. Porque tudo se repete, a cada momento, como se nascesses de novo de uma metáfora antiga_ a morte é a inteira desilusão do corpo.
Ai, restos de António Boto,
Canção de veludo tinto
Em caixa de zinco estreito:
Não somos nada no mundo!
Digo-o e pareço que minto
Se desta ilusão me enfe...
Há 14 horas