.
.
27/novembro/2006
.
das leituras transversais
(ou do meu coração ao pescoço)
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Não resistia à força do corpo que não despias e eu sem espaço para dizer,
eu isto, eu e isto
(mais coisa menos coisa)
por entre os amplexos da arritmia que falaria do lado ventrículo
do meu coração,
(A boca fechada, isso, muito fechada
para que eu
sinceramente)
quando o teu beijo no ambulatório dos lábios,
o dilúvio,
era desprevenidamente o imenso
aqueduto
de todas as coisas.
de todas as coisas.
E a tua força a desatar botões, os fechos cerrados da tua roupa a querer rasgar a pele que
eu, eu e mil a mais
em redor do teu desejo,
sofríamos com uma multidão viva encostada
ao pescoço,
(porque tu não detinhas a força acumulada
das barragens - o trânsito dos dias)
E quanto mais,
quanto mais contavas as costuras por cima dos poemas,
mais eu sangrava,
com muito sangue nas avenidas dos silêncios póstumos
.
- das palavras escritas.
- das palavras escritas.
...
.
.
.
.
.
.

