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falhámos por pouco a altura
do nosso deslumbramento
mais espontâneo
enlaçámos de fórmulas
as subtracções desse desejo
de que resulta o nosso negativo
entre nós e o pouco que nos resta
aplacam-se os biombos da madrugada
na nudez que nos escapa
perdemos toda a noite sentados em anis
e flutuantes
a calcular a distância
que resulta do nosso corpo até nós
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Os objectos mortos estão sempre bem e, infelizmente, nada lhes pode ser
apontado. Nunca consegui ver uma cadeira que saltasse de uma perna para
outra,...
Há 54 minutos
6 comentários:
aiii!
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uma distância no gume insonoro do desespero.
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a altura do salto falhado,
por pouco
(é sempre por pouco)
[uma distância flutuante, essa]
abraço
só hoje conheci o seu blog.
gostei imenso.
grande poema.
e o outro, [do fim], também. do fim?
fim?
do fim?
(que fim?)
abraço
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