.
.
.
.
.
.
se somos pouco,
somos o que do silêncio se transformou em retrato de família
estarmos aqui é só isso,
ainda quietos na herança do silêncio
quando nos fingimos descendentes das palavras
mas vimos do nada
como do nada é regressar de termos sido inquilinos
desse amor
e fechamos gavetas, armários e todos os livros;
as janelas estão do modo em que esquecemos ao sair
que habitávamos o mundo.
do que era possível por dentro da palma das mãos é só frio agora,
o que nos toca
e não chegamos nunca aqui.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
... e lá vamos ter de ficar mais duas semanas à espera para ver a porra do
fim do mundo...
Há 8 horas
3 comentários:
fantástico:D
é tão bom reler-te.
bem, posso sempre dizer que certo dia na Disco caí para cima de um tipo que escreve bem ;-)
e mais um postzito para quando?
Enviar um comentário