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se somos pouco,
somos o que do silêncio se transformou em retrato de família
estarmos aqui é só isso,
ainda quietos na herança do silêncio
quando nos fingimos descendentes das palavras
mas vimos do nada
como do nada é regressar de termos sido inquilinos
desse amor
e fechamos gavetas, armários e todos os livros;
as janelas estão do modo em que esquecemos ao sair
que habitávamos o mundo.
do que era possível por dentro da palma das mãos é só frio agora,
o que nos toca
e não chegamos nunca aqui.
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Os objectos mortos estão sempre bem e, infelizmente, nada lhes pode ser
apontado. Nunca consegui ver uma cadeira que saltasse de uma perna para
outra,...
Há 1 hora
3 comentários:
fantástico:D
é tão bom reler-te.
bem, posso sempre dizer que certo dia na Disco caí para cima de um tipo que escreve bem ;-)
e mais um postzito para quando?
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